Olá
meninas e meninos, tudo bem?
Como
passaram o final de semana? Por aqui foi bem bacana e estamos começando a
semana a todo o vapor, meninos estão aproveitando muito para brincar.
A
postagem de hoje vem como forma de informação. Conheço poucas pessoas na região
que tem problema com intolerância ao glúten e há pouca informação sobre a
doença. Depois que descobri a intolerância nos meninos venho estudando cada vez
mais sobre a Doença Celíaca e percebo que a maioria dos pessoas não conhece. Na
nossa própria família, há a necessidade de explicar bem certinho como funciona
e como devemos agir para não termos problemas.
A Doença Celíaca é uma desordem
sistêmica autoimune, desencadeada pela ingestão de glúten. É caracterizada pela
inflamação crônica da mucosa do intestino delgado que pode resultar na atrofia
das vilosidades intestinais, com consequente má absorção intestinal e suas
manifestações clínicas. O glúten é uma proteína que está presente nos seguintes
alimentos: trigo, aveia, centeio, cevada e malte.
A doença celíaca ocorre em
pessoas com tendência genética à doença. Geralmente aparece na infância, nas
crianças com idade entre 1 e 3 anos, mas pode surgir em qualquer idade,
inclusive nas pessoas adultas. (Fenacelbra)
Inicialmente
eu havia retirado o glúten somente dos gêmeos. Porém, percebi que não iria
conseguir mantê-los sem a contaminação cruzada se em nossa casa entrasse
qualquer tipo de alimento com glúten. Por isso, decidimos retirar o glúten meu
e do meu marido também.
*Vale
ressaltar que não adianta somente o intolerante não comer o glúten, ele não
pode ter contato nenhum com ele, seja encostar no alimento, secar a louça com o
pano de prato que secou louças que tiveram contato com o glúten, pessoas que
pegaram alimentos com glúten nas mãos e que não cuidam em lavar as mãos. Parece
exagero, mas a contaminação cruzada existe e é séria para todos os intolerantes
ao glúten.
O
que percebemos é a falta de informação e a dificuldade de fazer as pessoas
entenderem que isso não é frescura. Nós já passamos por exemplos em que a
contaminação cruzada é um problema. Depois que retiramos somente o glúten dos
meninos, percebemos que as dores diminuíram bastante, mas ainda existiam e
depois que retiramos o glúten de toda a família as dores praticamente sumiram.
Nesse final de semana tivemos um outro exemplo: fomos em um almoço em que
haviam alimentos com glúten e tentamos cuidar ao máximo o contato com os
meninos, mas mesmo assim depois que chegamos em casa eles choraram muito de
dor, exatamente como quando comiam glúten.
Então,
o meu objetivo com essa postagem é explicativa e um pedido também que as
pessoas leiam mais sobre essa doença para que quando conhecerem pessoas com
essa intolerância saibam como lidar e conversem sempre com os pais ou com as
próprias pessoas para saberem quais os alimentos que são possíveis de fazer sem
glúten. Há uma infinidade, é só querer!
Penso
também que seria interessante a comunidade procurar trazer mais opções na
região de alimentos sem glúten. Tivemos um exemplo de um evento de alimentação
no mês passado em uma cidade próxima, em que não havia nenhuma opção sem
glúten. Fica a dica para os próximos eventos!
Quero
deixar claro que de maneira alguma estou aqui criticando, mas como mãe de
intolerantes ao glúten, quero ajudar a ampliar o pensamento e buscar novas
opções, já que tanto pessoas com intolerância como as não intolerantes podem
aproveitar os alimentos sem glúten que são uma delícia!
Beijinhos e boa semana!!