segunda-feira, 7 de março de 2016

Como lidar com a contaminação cruzada do glúten?

Olá meninas e meninos, tudo bem?
Como passaram o final de semana? Por aqui foi bem bacana e estamos começando a semana a todo o vapor, meninos estão aproveitando muito para brincar. 
A postagem de hoje vem como forma de informação. Conheço poucas pessoas na região que tem problema com intolerância ao glúten e há pouca informação sobre a doença. Depois que descobri a intolerância nos meninos venho estudando cada vez mais sobre a Doença Celíaca e percebo que a maioria dos pessoas não conhece. Na nossa própria família, há a necessidade de explicar bem certinho como funciona e como devemos agir para não termos problemas.

A Doença Celíaca é uma desordem sistêmica autoimune, desencadeada pela ingestão de glúten. É caracterizada pela inflamação crônica da mucosa do intestino delgado que pode resultar na atrofia das vilosidades intestinais, com consequente má absorção intestinal e suas manifestações clínicas. O glúten é uma proteína que está presente nos seguintes alimentos: trigo, aveia, centeio, cevada e malte.
A doença celíaca ocorre em pessoas com tendência genética à doença. Geralmente aparece na infância, nas crianças com idade entre 1 e 3 anos, mas pode surgir em qualquer idade, inclusive nas pessoas adultas. (Fenacelbra)

Inicialmente eu havia retirado o glúten somente dos gêmeos. Porém, percebi que não iria conseguir mantê-los sem a contaminação cruzada se em nossa casa entrasse qualquer tipo de alimento com glúten. Por isso, decidimos retirar o glúten meu e do meu marido também. 


*Vale ressaltar que não adianta somente o intolerante não comer o glúten, ele não pode ter contato nenhum com ele, seja encostar no alimento, secar a louça com o pano de prato que secou louças que tiveram contato com o glúten, pessoas que pegaram alimentos com glúten nas mãos e que não cuidam em lavar as mãos. Parece exagero, mas a contaminação cruzada existe e é séria para todos os intolerantes ao glúten.

O que percebemos é a falta de informação e a dificuldade de fazer as pessoas entenderem que isso não é frescura. Nós já passamos por exemplos em que a contaminação cruzada é um problema. Depois que retiramos somente o glúten dos meninos, percebemos que as dores diminuíram bastante, mas ainda existiam e depois que retiramos o glúten de toda a família as dores praticamente sumiram. Nesse final de semana tivemos um outro exemplo: fomos em um almoço em que haviam alimentos com glúten e tentamos cuidar ao máximo o contato com os meninos, mas mesmo assim depois que chegamos em casa eles choraram muito de dor, exatamente como quando comiam glúten. 
Então, o meu objetivo com essa postagem é explicativa e um pedido também que as pessoas leiam mais sobre essa doença para que quando conhecerem pessoas com essa intolerância saibam como lidar e conversem sempre com os pais ou com as próprias pessoas para saberem quais os alimentos que são possíveis de fazer sem glúten. Há uma infinidade, é só querer!


Penso também que seria interessante a comunidade procurar trazer mais opções na região de alimentos sem glúten. Tivemos um exemplo de um evento de alimentação no mês passado em uma cidade próxima, em que não havia nenhuma opção sem glúten. Fica a dica para os próximos eventos!
Quero deixar claro que de maneira alguma estou aqui criticando, mas como mãe de intolerantes ao glúten, quero ajudar a ampliar o pensamento e buscar novas opções, já que tanto pessoas com intolerância como as não intolerantes podem aproveitar os alimentos sem glúten que são uma delícia!


Beijinhos e boa semana!!

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