Olá pessoal, tudo bem?
Hoje vou começar a contar a nossa saga das dores dos
meninos desde que eram pequeninos. Vale acompanhar, porque acho que muitas
crianças podem ter passado ou ainda passar por isso, já que o diagnóstico nem
sempre é rápido.
Os gêmeos nasceram prematuros de 33 semanas pesando
em torno de 1.800 kg cada um. Ficaram 5 dias na UTI neonatal e 15 dias no
quarto do hospital, sem precisar de oxigênio e nem outro problema de saúde e
desenvolveram super bem. Logo depois que chegamos em casa começaram as dores de
cólicas que foram ficando cada dia mais fortes e seguiram até os 4 meses e
meio. Depois desse período tudo melhorou até iniciarmos a inserção da
alimentação salgada. Com as comidinhas salgadas as dores voltaram e foram ficando
piores, principalmente no Arthur.
Passamos muitas e muitas noites com ele aos
prantos. Não era um choro forte, eram gritos. Eles se esticava tudo o que
podia, gritava, se encolhia e soltava puns. Benício também chorava, mas bem
menos, mas sempre soltou muitos puns também. Eu contava toda essa história a
cada consulta mensal com o pediatra, mas a desconfiança inicial sempre era de
que as cólicas se mantinham neles. Eu usei várias medicações para as cólicas e
remédio para dor praticamente toda a noite e nem sempre as dores passavam.
Depois de um tempo a desconfiança passou pela
intolerância a lactose e mudamos de leite. Os meninos mamaram no peito até seis
meses, mas sempre fizeram complementação com leite artificial. Passamos para o
leite sem lactose, mas nos primeiros dias as dores amenizavam e depois
voltavam. Não voltavam mais tão fortes, o Arthur já não gritava mais, mas se
retorcia durante toda a noite. Dessa maneira achamos que não era problema da
intolerância. Nesse período os meninos já tinham uns 8 meses e tudo continuava
igual. Eu e o pai cansados de tanto ver os bebês chorarem sem solução. Os
meninos tomavam remédios para refluxo desde que saíram do hospital e o pediatra
ampliou a medicação achando que as dores poderiam ser disso também. Porém, sem
sucesso.
Depois passamos para o leite de soja, já que poderia
ser alergia a proteína do leite, mas os meninos não aceitaram, então o pediatra
mudou para um leite específico para dietas com restrição de lactose e de proteína
do leite. O resultado era sempre o mesmo: nada de solução. Eu cheguei a cogitar
em diversas consultas a possibilidade de ser intolerância ao glúten, já que as
dores voltaram quando fizemos a inserção das comidas salgadas, mas como não
haviam sintomas que relacionasse essa doença, o pediatra desconsiderou.
As noites continuam complicadas e desde pequeninos,
Arthur e Benício praticamente não dormiam de dia. Se dormisse 30 minutos, já
era uma festa, porque eles dormiam mesmo 10 minutos. Arthur sempre foi considerado
um menino irritado, chorava bastante durante o dia, se irritava e chorava com
brinquedos na mão e para dormir esses poucos 10 minutos, era uns 20 minutos no
colo chorando. A desconfiança era de que isso era da personalidade dele. Mesmo
sendo assim, sempre foi um menino muito querido.
Por hoje paramos por aqui, mas no próximo post eu
vou explicar a continuidade dessa história e o que resolvemos fazer em busca da
solução. Vamos acompanhar o desenrolar dessa história que eu resolvi contar,
porque bebês e crianças e até mesmo adultos podem passar por isso e também
demorar a ter diagnóstico.
Até mais!

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