segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A saga das dores dos gêmeos - parte I

Olá pessoal, tudo bem?
Hoje vou começar a contar a nossa saga das dores dos meninos desde que eram pequeninos. Vale acompanhar, porque acho que muitas crianças podem ter passado ou ainda passar por isso, já que o diagnóstico nem sempre é rápido.
Os gêmeos nasceram prematuros de 33 semanas pesando em torno de 1.800 kg cada um. Ficaram 5 dias na UTI neonatal e 15 dias no quarto do hospital, sem precisar de oxigênio e nem outro problema de saúde e desenvolveram super bem. Logo depois que chegamos em casa começaram as dores de cólicas que foram ficando cada dia mais fortes e seguiram até os 4 meses e meio. Depois desse período tudo melhorou até iniciarmos a inserção da alimentação salgada. Com as comidinhas salgadas as dores voltaram e foram ficando piores, principalmente no Arthur. 


Passamos muitas e muitas noites com ele aos prantos. Não era um choro forte, eram gritos. Eles se esticava tudo o que podia, gritava, se encolhia e soltava puns. Benício também chorava, mas bem menos, mas sempre soltou muitos puns também. Eu contava toda essa história a cada consulta mensal com o pediatra, mas a desconfiança inicial sempre era de que as cólicas se mantinham neles. Eu usei várias medicações para as cólicas e remédio para dor praticamente toda a noite e nem sempre as dores passavam.
Depois de um tempo a desconfiança passou pela intolerância a lactose e mudamos de leite. Os meninos mamaram no peito até seis meses, mas sempre fizeram complementação com leite artificial. Passamos para o leite sem lactose, mas nos primeiros dias as dores amenizavam e depois voltavam. Não voltavam mais tão fortes, o Arthur já não gritava mais, mas se retorcia durante toda a noite. Dessa maneira achamos que não era problema da intolerância. Nesse período os meninos já tinham uns 8 meses e tudo continuava igual. Eu e o pai cansados de tanto ver os bebês chorarem sem solução. Os meninos tomavam remédios para refluxo desde que saíram do hospital e o pediatra ampliou a medicação achando que as dores poderiam ser disso também. Porém, sem sucesso.
Depois passamos para o leite de soja, já que poderia ser alergia a proteína do leite, mas os meninos não aceitaram, então o pediatra mudou para um leite específico para dietas com restrição de lactose e de proteína do leite. O resultado era sempre o mesmo: nada de solução. Eu cheguei a cogitar em diversas consultas a possibilidade de ser intolerância ao glúten, já que as dores voltaram quando fizemos a inserção das comidas salgadas, mas como não haviam sintomas que relacionasse essa doença, o pediatra desconsiderou.
As noites continuam complicadas e desde pequeninos, Arthur e Benício praticamente não dormiam de dia. Se dormisse 30 minutos, já era uma festa, porque eles dormiam mesmo 10 minutos. Arthur sempre foi considerado um menino irritado, chorava bastante durante o dia, se irritava e chorava com brinquedos na mão e para dormir esses poucos 10 minutos, era uns 20 minutos no colo chorando. A desconfiança era de que isso era da personalidade dele. Mesmo sendo assim, sempre foi um menino muito querido.

Por hoje paramos por aqui, mas no próximo post eu vou explicar a continuidade dessa história e o que resolvemos fazer em busca da solução. Vamos acompanhar o desenrolar dessa história que eu resolvi contar, porque bebês e crianças e até mesmo adultos podem passar por isso e também demorar a ter diagnóstico.


Até mais!

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